terça-feira, 3 de agosto de 2010

Máquina breve

O pequeno vaga-lume com sua verde lanterna, que passava pela sombra  inquietando a flor e a treva
— meteoro da noite, humilde, dos horizontes da relva; o pequeno vaga-lume, queimada a sua lanterna, jaz carbonizado e triste e qualquer brisa o carrega: mortalha de exíguas franjas que foi seu corpo de festa.
Parecia uma esmeralda e é um ponto negro na pedra. Foi luz alada, pequena estrela em rápida seta.
Quebrou-se a máquina breve na precipitada queda.
E o maior sábio do mundo sabe que não a conserta.

Autora romantica

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